No debate social contemporâneo, a exigência da Maçonaria regular de admitir apenas homens é frequentemente questionada sob a suspeita de exclusão ou preconceito.
No entanto, a explicação não tem relação com discriminação de gênero, mas sim com a preservação de **Landmarks (regras ancestrais imutáveis)** da tradição operativa.
1. A Origem nos Pedreiros Operativos Medievais
Na Idade Média, as corporações de ofício dos construtores de catedrais exigiam homens livres capazes de suportar o trabalho braçal pesado nas pedreiras e andaimes. Quando a Maçonaria Especulativa foi estruturada nas Constituições de Anderson (1723), a regra de admitir apenas homens livres foi consolidada como um dos pilares da regularidade universal.
2. O Protagonismo da Mulher na Família Maçônica
Embora as mulheres não participem das sessões rituais fechadas da Maçonaria regular, elas ocupam um lugar de honra e liderança absoluta nas atividades sociais, filantrópicas e festivas da ordem.
As esposas dos maçons (carinhosamente chamadas de cunhadas) gerenciam fraternas de apoio social, arrecadações de alimentos e eventos de caridade.
3. Ordens Paramaçônicas Femininas e Juvenis
Existem importantes ordens paramaçônicas ligadas à família maçônica dedicadas exclusivamente às mulheres e jovens, como:
- Ordem da Estrela do Oriente: Aberta a mestres maçons e suas esposas, filhas e mães;
- Ordem Internacional das Filhas de Jó: Voltada para o desenvolvimento de liderança feminina em jovens de 10 a 20 anos;
- Ordem do Arco-Íris para Meninas: Focada no serviço comunitário e liderança moral.
No **GOIB**, consideramos a família como a verdadeira coluna vertebral da instituição.