A relação entre a Maçonaria e a política costuma gerar curiosidade e frequentes mal-entendidos. Afinal, nomes históricos do patriotismo brasileiro e mundial — como Dom Pedro I, José Bonifácio, George Washington e Rui Barbosa — foram maçons proeminentes.
Entretanto, qual é a posição oficial da Maçonaria regular contemporânea e do GOIB em relação à política?
1. A Proibição de Política Partidária nos Templos
Uma das regras constitucionais mais antigas e sagradas da Maçonaria proíbe taxativamente qualquer discussão sobre política partidária ou ideológica dentro das Lojas. O Templo Maçônico é um refúgio de união e fraternidade, onde homens de diferentes vertentes e convicções políticasSentam-se lado a lado como irmãos.
Permitir debates partidários destruiria a harmonia fraterna, dividindo a Loja em facções antagônicas.
2. Defesa dos Princípios Republicano-Democráticos
Embora neutra do ponto de vista partidário, a Maçonaria não é indiferente aos grandes valores morais da civilização. Historicamente, a Ordem defende e apoia intransigentemente:
- A Liberdade de expressão, consciência e imprensa;
- A Igualdade de direitos perante a lei e o combate à tirania;
- A separação entre Igreja e Estado;
- A moralidade e a honestidade na gestão pública.
3. A Atuação do Maçom na Sociedade Profana
No mundo profano (fora da Loja), o maçom é plenamente livre para filiar-se ao partido político de sua preferência, exercer cargos públicos, votar e ser votado. Espera-se, porém, que o faça sempre honrando os juramentos morais de probidade, justiça e serviço desinteressado à nação.