A pergunta "Um cristão (católico ou evangélico) pode ser maçom?" é uma das mais pesquisadas na internet brasileira. Historicamente, a relação entre a Maçonaria e certas lideranças religiosas gerou tensões profundas.
1. A Bula Papal de 1738 (In Eminenti Apostolatus Specula)
Em 1738, o Papa Clemente XII promulgou a Bula In Eminenti, proibindo os católicos de ingressarem na Maçonaria. No entanto, historiadores modernos confirmam que a motivação principal da época não era teológica, mas sim geopolítica:
- A Maçonaria foi fundada na Inglaterra protestante (1717), o que causou desconfiança nos estados católicos absolutistas da Itália;
- A Ordem promovia o segredo e a liberdade de pensamento em um momento onde a monarquia papal exigia controle político total.
2. A Maçonaria Respeita e Exige a Fé em Deus
Ao contrário do boato de que a Maçonaria é anticristã, a Maçonaria regular **exige obrigatoriamente** que todo candidato creia em Deus (o Grande Arquitetodo Universo) e na imortalidade da alma.
Em uma Loja regular do GOIB, o Livro da Lei que fica aberto sobre o Altar dos Juramentos é, na imensa maioria das vezes, a Bíblia Sagrada (Contendo o Antigo e o Novo Testamento).
3. Grandes Cristãos na História Maçônica
Muitos dos maçons mais proeminentes da história eram cristãos fervorosos e até mesmo padres e bispos (especialmente no Brasil Imperial). Bispos católicos e pastores protestantes integraram Lojas Maçônicas ao longo dos séculos, encontrando na Ordem um ambiente de prática ativa das virtudes cristãs: caridade, amor ao próximo e humildade.